sexta-feira, 30 de março de 2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

Minha saudade!Já!




"Sim, do mundo nada se leva. Mas é formidável ter uma porção de coisas a que dizer adeus."

Millôr Fernandes.
-Descanse em paz,amigo!
 

quinta-feira, 22 de março de 2012

Indignação com reflexão e ação!


" É um martírio,como disse um professor. Ficamos irritados com as filas e levamos tantos desaforos porque algumas pessoas
não entendem que a falta de vagas é fruto de uma política que ainda vê, no investimento em educação,algo secundário.Mas
fico feliz,muito feliz,de ver a população brigando para colocar seus filhos numa escola perto de casa,em sua própria comuni-
dade. O tamanho das filas,em quase todas as cidades do país,e dessas insatisfações, é uma pequena parte do tamanho da
distância que existe entre o Estado e a Cidadania,no Brasil.As notícias de violência a que assistimos e lemos em jornais e revistas,
são frutos de modelos baseados em paradigmas,nos quais o pilar histórico está no lucro,na hierarquia,no preconceito,na do-
minação.É como se existisse um genoma superior,dentro da própria espécie,em luta permanente.Algumas vezes,quando me dou
conta do aquecimento global,das guerras sem fim no Oriente Médio,do crescimento econômico voraz da China e da Índia,
da violência étnica no Quênia,cultural do Tibete, da corrupção - em especial do Brasil-, da falta de lideranças íntegras,
do desmatamento sem controle da Amazônia,das poucas democracias sólidas existentes no planeta,enfim,penso que é
essencial nos questionarmos sempre,sem perdermos a fé.E nos indignarmos sempre que for preciso."

( in Saber mexer e acreditar em gente - de Everardo de Aguiar Lopes)
_ Recebi esse livro de um sobrinho que me conhece.Conhece minhas lutas passadas,presentes e futuras.
Recomendo sua leitura.Depois poderemos afirmar: desistir jamais!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Teologia moral da manga

O velho caipira, com cara de amigo, que encontrei num Banco, estava esperando para ser atendido. Ele ia abrir uma conta. Começo de um novo ano... Novas perspectivas...E como não podia deixar de ser, também começou ali um daqueles papos de fila de banco. Contas, décimo terceiro que desapareceu, problemas do Brasil, tsunami... Será que vai chover?
Mas em determinado momento a conversa tomou um rumo: "- Qual é então o maior problema do Brasil para ser resolvido? "E aí o representante rural, nosso querido "Mazaropi da modernidade" falou com um tom sério demais para aquele dia:
" - O Maior Problema do Brasil é que sobra muita manga!"

Tentei entender a teoria...Fez-se um silêncio e ele continuou: " - O senhor já viu como sobra manga hoje debaixo das árvores? Já percebeu como se desperdiça manga? "Sim... Creio que todos já percebemos isto... Onde tem pé de manga, tem sobrado manga...E aí ele continuou:
" - Num país onde mendigo passa fome ao lado de um pé de manga... Isso é um absurdo! Num país que sobra manga tem pouca criança. Se tiver pouca criança as casas são vazias... Ou as crianças que tem já foram educadas para acreditar que só "ice cream" e jujuba são sobremesas gostosas. Boa é criança que come manga e deixa escorrer o caldo na roupa... É sinal que a mãe vai lavar, vai dar bronca, vai se preocupar com o filho. Se for filho tem pai...
Se tiver pai e manga de sobremesa é por que a família é pobre... Se for pobre, o pai tem que ser trabalhador... Se for trabalhador tem que ser honesto... Se for honesto, sabe conversar... Se souber conversar, os filhos vão compreender que refeição feliz tem manga que é comida de criança pobre e que brinca e sobe em árvore... Se subir em árvore, é por que tem passarinho que canta e espaço para a árvore crescer e para fazer sombra... Se tiver sombra tem um banco de madeira para o pai chegar do trabalho e descansar...
Quem descansa no banco, depois do trabalho, embaixo da árvore, na sombra, comendo manga é por que toca viola... E com certeza tá com o pé na grama... Quem pisa no chão e toca música tem casa feliz... Quem é feliz e canta com o violeiro, sabe rezar... Quem sabe rezar sabe amar... Quem ama, se dedica... Quem se dedica, ama, reza, canta e come manga, tem coração simples... Quem tem coração assim, louva a Deus.
Quem louva a Deus, não tem medo... Nada faltará porque tem fé... Se tiver fé em Deus, vê na manga a providência divina... Come a manga, faz doce, faz suco e não deixa a manga sobrar... Se não sobra manga, tá todo mundo ocupado, de barriga cheia e feliz. Quem tá feliz.... não reclama da vida em fila do banco... "
Daí fez-se um silêncio...
-Rubem Alves_
 
Sem comentários!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Vou colocar a boca no trombone!

( imagem:escoladegestores.mec.gov.br)

O que foi estudar na Escola Cooperativa
Gralha Azul


Foi ouvir algumas gargalhadas de escárnio de não-alunos da
Gralha,sentir o preconceito dos tradicionalistas e por vezes duvidar da
minha escola.Foi depositar preciosa confiança em meus pais,em sua vontade e

em seus conhecimentos.Estudar na Gralha foi possuir crença positiva em
mim,nos alunos,professores,funcinários e pais.
 Foi poder enxergar meu amadurecimento,fazer críticas a mim e

ao mundo.Foi descobrir coisas interessantes em locais desacreditados e
conviver com meus próprios preconceitos,vencendo uns e mantendo outros (que ainda irei derrubar).

 Foi pensar sobre a vida, os números ( por vezes a contra
gosto ),os fenômenos químicos e físicos,sobre o passado, a política e a
economia de diversos países,sobre os símbolos de nossa sociedade,de nossa
arte e língua.Foi conhecer nossos limites corporais e a realidade de
outras
escolas,através do esporte.
 Foi ver o país em encontros de adolescentes,debatendo e
estudando nossa sexualidade.
 Foi descobrir que sou capaz.
Foi (às vezes ) , discussão e desentendimento com colegas e

professores e amizade e respeito para com os mesmos.
 Foi, apesar dos obstáculos que muitas vezes me
venceram,gostar
de estudar e de aprender.
 Foi não ser medido por notas e por números.
 Estudar na Gralha Azul foi não alienar-me de mim mesmo.

Luís Gustavo Guadalupe
Silveira - 1999 -

- Estou tentando fazer com que essa escola em que meus filhos estudaram se torne visível.

Procurei,procurei e achei esse texto,escrito por meu filho mais velho,aos 18 anos.

Vou colocá-lo aqui.ali e acolá. E gritar: existem propostas humanizantes de Educação.

Só não valem um espaço na mídia.Pena.

Maria Neusa em março de 2012

sexta-feira, 9 de março de 2012

Uma história sem autor

"Certa vez um príncipe cruzou terras do reino vizinho sem percebeu e havia uma lei local que definia que se isso ocorresse, o invasor seria penalizado com a morte. Levado a julgamento pelo ato cometido, o príncipe perguntou ao rei se poderia reparar seu erro em vez de perder sua vida. O rei então lhe disse que se ele lhe desse uma resposta significativa ao ...seu dilema, o deixaria vivo. O príncipe esperançoso aceitou o desafio. Então o rei lhe deu uma semana para que lhe trouxesse a resposta da pergunta que tanto o afligia: O quer a mulher? O príncipe saiu a perguntar e as pessoas lhe diziam palavras que não faziam sentido profundo. Então alguém lhe disse que nas montanhas havia uma bruxa que conhecia os segredos da vida e que poderia ajudá-lo. Lá se foi ele em direção a montanha. Seu tempo estava se esgotando e queria manter sua vida. Lá chegando foi recebido pela bruxa. Contou o ocorrido e pediu-lhe ajuda. A bruxa disse que o ajudaria sob uma condição: que ele levasse a resposta ao rei e depois voltasse e se casasse com ela. O príncipe olhou para a bruxa horrenda e curvando-se ao seu destino, aceitou sua proposta. Então a bruxa lhe disse: a mulher quer ser reconhecida em seu direito de escolha. Fez todo sentido para o príncipe que levou a resposta ao rei, livrando-se da morte. Como era um homem de palavra, voltou para honrar seu compromisso com a bruxa. No dia do casamento, para sua surpresa a bruxa havia se transformado em uma mulher deslumbrante. Após a cerimônia de casamento, disse a seu marido que ele poderia escolher entre ter uma linda mulher durante o dia e a bruxa a noite ou a bruxa durante o dia e a linda mulher durante a noite. O príncipe olhou para sua mulher e lhe disse: a escolha é sua. Assim sendo, eles tiveram uma maravilhosa noite e de núpcias e ao amanhecer, surpreso, o príncipe verificou que sua mulher continuava maravilhosamente linda e lhe perguntou o que acontecera que continuava linda após o amanhecer. Então ela lhe disse que como ele reconheceu seu direito de escolha, ela escolhera manter-se linda todos os dias de suas vidas. E eu, que também sou bruxa, escolho me manter linda todos os dias de minha vida."

-Há anos conheço essa história sem autor.Gosto dela.Gosto de acreditar que ela é real.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Homenagem: 8 de março ( e mais 364 dias...)

( imagem: www.coletivomulheranamontenegro.blogspot)

MULHER

Voluptuosamente
metade maçã
metade serpente
com teus passos
inventas o mundo

às vezes brincas
de pássaro
ou
andarilha de sombras
com teus olhos evocas
cordilheiras abissais
e é no teu âmago
que a noite se forma

dentro de ti
o novelo da vida

Roseana Murray in Pássaros do Absurdo

quarta-feira, 7 de março de 2012

Carta aos editores da revista Vida Simples

( imagem: vivoverde.com.br)
 
Prezados senhores:

" E você? Existe algo que você sempre sonhou fazer?"
Paro a frase por aqui....porque eu fiz o que sempre sonhei fazer.
Há 25 anos meu filho mais velho inaugurava sua vida escolar: primeira série do primeiro grau.
Meu marido - filósofo e pedagogo e  eu - Professora de Língua Portuguesa,ensino médio-
não acreditávamos nas propostas de Educação- pública e particular.Juntamente com mais dois
pais criamos a Escola Cooperativa Gralha Azul....temos 25 anos de histórias de dificuldades,sucessos,
conquistas,alegrias.
Convido vocês a visitarem a cidade mineira - Lavras- e através dos olhos,coração e mente do meu filho
mais velho - hoje Filósofo,fazendo doutorado na USP-conhecerem nossa escola.Prometo uma versão
madura do que é proposto pelo  filósofo Alain de Botton: um currículo regular e alunos e professores
trabalhando juntos valores como a busca pelo conhecimento, cooperação,honestidade,justiça,criatividade,participação cidadã...

Meu abraço cooperativo: Maria Neusa Guadalupe

sábado, 3 de março de 2012

Utilidade Pública...repassem...

Há dias venho me sentindo cansada,batimentos cardíacos acelerados,pressão muito baixa( sou hipertensa),urina escura,querendo só ficar deitada e não podendo...fiz tudo o que precisava fazer pela manhã e algumas vezes à tarde.Só ontem levei minha garrafinha de água.Só ontem joguei meus sintomas na internete: desidratação!
Telefonei pro meu médico,que pediu uma dosagem de glicose,que providenciei: 113..Ótima pra quem é diabética,como eu.Ele confirmou então : eu estava desidratada.Tratamento: tomar muito líquido e nada de andar e nada de tomar sol.
Meu recado para vocês,meus amigos: o sol está inclemente,o calor está de assustar.A prevenção é simples: líquidos e muito!
Beijos desidratados mas agora animadinhos.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Aprendizado!Leiam e repassem!



O que ensinar a seus filhos sobre crianças especiais

Li esse texto, achei perfeito e resolvi traduzir para compartilhar com vocês. Muitas pessoas querem introduzir o assunto “crianças com necessidades especiais” com os filhos, para estimular a aceitação à diversidade, e não sabem como fazê-lo. Aqui vão várias dicas muito úteis!( Andrea Werner)

O que ensinar a seus filhos sobre crianças especiais
Por Ellen Seidman, do blog “Love That Max

Eu cresci sem conhecer nenhuma outra criança com necessidades especiais além do Adam, um visitante frequente do resort ao qual nossas famílias iam todos os verões. Ele tinha deficiência cognitiva. As crianças zombavam dele. Fico envergonhada de admitir que eu zombei também; meus pais não faziam idéia. Eles eram pais maravilhosos, mas nunca pensaram em ter uma conversa comigo sobre crianças com necessidades especiais.
E, então, eu tive meu filho Max; ele teve um AVC no nascimento que levou à paralisia cerebral. De repente, eu tinha uma criança para quem outras crianças olhavam e cochichavam a respeito. E eu desejei tanto que seus pais falassem com elas sobre crianças com necessidades especiais.
Já que ninguém recebe um “manual de instruções da paternidade”, algumas vezes, pais e mães não sabem muito o que dizer. Eu entendo totalmente; se eu não tivesse um filho especial, eu também me sentiria meio perdida. Então, eu procurei mães de crianças com autismo, paralisia cerebral, síndrome de down e doenças genéticas para ouvir o que elas gostariam que os pais ensinassem a seus filhos sobre os nossos filhos. Considere como um guia, não a bíblia!
Pra começar, não tenha pena de mim
“Sim, algumas vezes, eu tenho um monte de coisas pra lidar — mas o que eu não tenho é uma tragédia. Meu filho é um menino brilhante, engraçado e incrível que me traz muita alegria e que me enlouquece às vezes. Você sabe, como qualquer criança. Se você tiver pena de mim, seu filho vai ter também. Aja como você agiria perto de qualquer outro pai ou mãe. Aja como você agiria perto de qualquer criança.”
Ellen Seidman, do blog “Love That Max”; mãe do Max, que tem paralisia cerebral

Ensine seus filhos a não sentir pena dos nossos
“Quando a Darsie vê crianças (e adultos!) olhando e encarando, ela fica incomodada. Minha filha não se sente mal por ser quem ela é. Ela não se importa com o aparelho em seu pé. Ela não tem autopiedade. Ela é uma ótima garota que ama tudo, de cavalos a livros. Ela é uma criança que quer ser tratada como qualquer outra criança—independente dela mancar. Nossa família celebra as diferenças ao invés de lamentá-las, então nós te convidamos a fazer o mesmo.”
Shannon Wells, do blog “Cerebral Palsy Baby”; mãe da Darsie, que tem paralisia cerebral

Use o que eles tem em comum
“Vai chegar uma hora em que o seu filhinho vai começar a te fazer perguntas sobre por que a cor de uma pessoa é aquela, ou por que aquele homem é tão grande, ou aquela moça é tão pequena. Quando você estiver explicando a ele que todas as pessoas são diferentes e que nós não somos todos feitos do mesmo jeito, mencione pessoas com deficiências também. Mas tenha o cuidado de falar sobre as similaridades também—que uma criança na cadeira de rodas também gosta de ouvir música, e ver TV, e de se divertir, e de fazer amigos. Ensine aos seus filhos que as crianças com deficiências são mais parecidos com eles do que são diferentes.”
Michelle, do blog  ”Big Blueberry Eyes”; mãe da Kayla, que tem Síndrome de Down

Ensine as crianças a entender que há várias formas de se expressar
“Meu filho Bejjamin faz barulhos altos e bem agudos quando ele está animado. Algumas vezes, ele pula pra cima e pra baixo e sacode os braços também. Diga aos seus filhos que a razão pela qual crianças autistas  ou com outras necessidades especiais fazem isso é porque elas tem dificuldades pra falar, e é assim que elas se expressam quando estão felizes, frustradas ou, algumas vezes, até mesmo por alguma coisa que estão sentindo em seus corpos. Quando Benjamim faz barulhos, isso pode chamar a atenção, especialmente se estamos em um restaurante ou cinema. Então, é importante saber que ele não pode, sempre, evitar isso. E que isso é, normalmente, um sinal de que ele está se divertindo.”
Jana Banin, do blog “I Hate Your Kids (And Other Things Autism Parents Won’t Say Out Loud)”; mãe de Benjamin, que é autista

Saiba que fazer amizade com uma criança especial é bom para as duas crianças
“Em 2000, quando meu filho foi diagnosticado com autismo, eu tive muita dificuldade em arrumar amiguinhos para brincar com ele. Vários pais se assustaram, a maior parte por medo e desconhecimento. Fiquei sabendo que uma mãe tinha medo do autismo do meu filho ser “contagioso”. Ui. Treze anos mais tarde, sou tão abençoada por ter por perto várias famílias que acolheram meu filho de uma forma que foi tão benéfica para o seu desenvolvimento social. Fico arrepiada de pensar nisso. A melhor coisa que já ouvi de uma mãe foi o quanto a amizade com o meu filho foi importante para o filho dela! Que a sua proximidade com o RJ fez dele uma pessoa melhor! Foi uma coisa tão bonita de se dizer. Quando tivemos o diagnóstico, ouvimos que ele nunca teria amigos. Os amigos que ele tem, agora, adorariam discordar. Foram os pais deles que facilitaram essa amizade e, por isso, serei eternamente grata.”
Holly Robinson Peete, fundadora (com o marido Rodney Peete) da Hollyrod Roundation; mãe do RJ, que é autista (é ele, na foto abaixo, com sua irmã Ryan)

Encoraje seu filho a dizer “oi”
“Se você pegar seu filho olhando pro meu, não fique chateada — você só deve se preocupar se ele estiver sendo rude, mas crianças costumar reparar umas nas outras. Sim, apontar, obviamente, não é super educado, e se seu filho apontar para uma criança com necessidades especiais, você deve dizer a ele que isso é indelicado. Mas quando você vir seu filho olhando para o meu, diga a ele que a melhor coisa a fazer é sorrir pra ele ou dizer “oi”. Se você quiser ir mais fundo no assunto, diga a ele que crianças com necessidades especiais nem sempre respondem da forma como a gente espera, mas, ainda assim, é importante tratá-las como tratamos as outras pessoas.”
Katy Monot, do blog “Bird On The Street”; mãe do Charlie, que tem paralisia cerebral.

Encoraje as crianças a continuar falando
“As crianças sempre se perguntam se o Norrin pode falar, especialmente quando ele faz seu “barulhinho alto corriqueiro”. Explique ao seu filho que é normal se aproximar de outra criança que soa um pouco diferente. Algumas crianças podem não conseguir responder tão rápido, mas isso não significa que elas não tem nada a dizer. Peça ao seu filho para pensar no seu filme favorito, lugar ou livro—há grandes chances da outra criança gostar disso também. E a única forma dele descobrir isso é perguntando, da mesma forma que faria com qualquer outra criança.”
Lisa Quinones-Fontanez, do blog “Autism Wonderland”; mãe do Norrin, que é autista

Dê explicações simples
“Algumas vezes, eu penso que nós, pais, tendemos a complicar as coisas. Usando alguma coisa que seus filhos já conhecem, algo que faça sentido pra eles, você faz com que a “necessidade especial” se torne algo pessoal e fácil de entender. Eu captei isso uns anos atrás, quando meu priminho me perguntou “por que o William se comunicava de forma tão diferente dele e de seus irmãos”. Quando eu respondi que ele simplesmente nasceu assim, a resposta dele pegou no ponto: “Ah, assim como eu nasci com alergias”. Ele sabia como era viver com algo que se tem e gerenciar isso para viver diariamente. Se eu tivesse dito a ele que os músculos da boca de William tem dificuldade em formar palavras, o conceito teria se perdido na cabeça dele. Mas alergia fazia sentido pra ele. Simplicidade é a chave.”
Kimberly Easterling, do blog “Driving With No Hands”; mãe do William e da Mary, ambos com Síndrome de Down

Ensine respeito às crianças com seus próprios atos
“Crianças aprendem mais com suas ações que com suas palavras. Diga “oi” para a minha filha. Não tenha medo ou fique nervosa perto dela. Nós realmente não somos tão diferentes de vocês. Trate minha filha como trataria qualquer outra criança (e ganhe um bônus se fizer um comentário sobre o lindo cabelo dela!). Se tiver uma pergunta, faça. Fale para o seu filho sobre como todo mundo é bom em coisas diferentes, e como todo mundo tem dificuldades a trabalhar. Se todo o resto falhar, cite a frase do irmão de Addison: “bem, todo mundo é diferente!”.”
Debbie Smith, do blog “Finding Normal”; mãe de Addison, que tem Trissomina 9

Ajude as crianças a ver que, mesmo crianças que não falam, entendem
“Nós estávamos andando pelo playground e a coleguinha da minha filha não parava de encarar o meu filho, que é autista e tem paralisia cerebral. Minha filha chamou a atenção da colega rapidinho: “Você pode dizer “oi” pro meu irmão, você sabe. Só porque ele não fala, não significa que ele não ouve você”. Jack não costuma falar muito, mas ele ouve tudo ao redor dele. Ensine aos seus filhos que eles devem sempre assumir que crianças especiais entendem o que está sendo dito, mesmo sem poderem falar. É por isso que eles não vão dizer “o que ele tem de errado?”, mas poderão até dizer “Como vai?”.”
Jennifer Byde Myers, dos blogs “Into The Woods” e “The Thinking Person’s Guide To Autism”; mãe do Jack, que tem autismo e paralisia cerebral.

Inicie uma conversa
“Nós estávamos no children’s museum e um garotinho não parava de olhar para Charlie com seu andandor, e a mãe dele sussurrou em seu ouvido para não encarar porque isso era indelicado. Ao invés disso, eu adoraria que ela tivesse dito “esse é um andador muito interessante, você gostaria de perguntar ao garotinho e à sua mãe mais a respeito dele?”.”
Sarah Myers, do blog “Sarah & Joe (And Charlie Too!)”; mom do Charlie, que tem paralisia cerebral

Não se preocupe com o constrangimento
“Vamos combinar de não entrar em pânico caso seu filho diga algo embaraçoso. Você sabe, tipo se nós estivermos na fila do Starbucks e o seu filho olhar para a Maya e pra mim e disser algo como “Eca! Por que ela está babando?” ou “Você é mais gorda que a minha mãe”. Embora esses não sejam exemplos ideais de início de conversa, eles mostram que o seu filho está interessado e curioso o suficiente para fazer contato e perguntar. Por favor, não gagueje um “mil desculpas” e arraste seu filho pra longe.  Vá em frente e diga baixinho o pedido de desculpas, se você precisar, mas deixe-me aproveitar a oportunidade: vou explicar a parte da baba e apresentar Maya e contar da paixão dela por crocodilos, e você pode ser a coadjuvante no processo, dizendo “lembra quando nós vimos crocodilos no zoológico?” ou coisa parecida. Quando chegarmos ao caixa, o constrangimento vai ter passado, Maya terá curtido conhecer alguém novo, e eu terei esperanças de que seu filho conseguiu ver Maya como uma criança divertida, ao invés de uma “criança que baba”. (E eu irei simplesmente fingir que não ouvi a parte do “mais gorda que a minha mãe”).”
Dana Nieder, do blog “Uncommon Sense”; mãe da Maya, que tem uma síndrome genética não diagnosticada