segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Cumpartiri


                  De volta a minha casa! Abro minha caixa de email e leio o convite: conheçam o blog de Eduardo Bevilaqua.Fernanda é sogra do meu filho "francês".Casada com Edu,como também passei a chamá-lo.Ela me enviou o endereço: www.eduardobevilaqua.blogspot.com Fui correndo ler e ganhei um presente,que divido com vocês.A frase,lá destacada,é do escritor maior Saramago: " É necessário sair da ilha para ver a ilha.Não nos vemos se não saímos de nós." Uma reflexão que deverá nos levar à ação.Eu acredito que ainda temos tempo.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Pablo Neruda e eu



          



Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.

Pablo Neruda

- Eu queria um poema que falasse por mim.Encontrei Pablo Neruda!Tentei ser o melhor de mim nesses 25 dias que aqui passei com meus netos,filho e nora- meus amados.Volto amanhã pra casa.Agradecida.

        









                 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Canção da plenitude


Canção na plenitude
 
"Não tenho mais os olhos de menina
nem corpo adolescente, e a pele
translúcida há muito se manchou.
Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura
agrandada pelos anos e o peso dos fardos
bons ou ruins.
(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)
 
O que te posso dar é mais que tudo
o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir
quando em outros tempos choraria,
busca te agradar
quando antigamente quereria
apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza
e juventude agora: esses dourados anos
me ensinaram a amar melhor, com mais paciência
e não menos ardor, a entender-te
se precisas, a aguardar-te quando vais,
a dar-te regaço de amante e colo de amiga,
e sobretudo força — que vem do aprendizado.
Isso posso te dar: um mar antigo e confiável
cujas marés — mesmo se fogem — retornam,
cujas correntes ocultas não levam destroços
mas o sonho interminável das sereias."
 
     LYA LUFT
-Sempre que leio esse poema,penso:perfeito.E sorrio.

 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O preço que pagamos


O preço de não escutar a natureza

LEONARDO BOFF

"O cataclisma ambiental, social e humano que se abateu sobre as três cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, na segunda semana de janeiro, com centenas de mortos, destruição de regiões inteiras e um incomensurável sofrimento dos que perderam familiares, casas e todos os haveres tem como causa mais imediata as chuvas torrenciais, próprias do verão, a configuração geofísica das montanhas, com pouca capa de solo sobre o qual cresce exuberante floresta subtropical, assentada sobre imensas rochas lisas que por causa da infiltração das águas e o peso da vegetação provocam frequentemente deslizamentos fatais.

Culpam-se pessoas que ocuparam áreas de risco, incriminam-se políticos corruptos que destribuíram terrenos perigosos a pobres, critica-se o poder público que se mostrou leniente e não fez obras de prevenção, por não serem visíveis e não angariarem votos. Nisso tudo há muita verdade. Mas nisso não reside a causa principal desta tragédia avassaladora.

A causa principal deriva do modo como costumamos tratar a natureza. Ela é generosa para conosco pois nos oferece tudo o que precisamos para viver. Mas nós, em contrapartida, a consideramos como um objeto qualquer, entregue ao nosso bel-prazer, sem nenhum sentido de responsabilidade pela sua preservação nem lhe damos alguma retribuição. Ao contrario, tratamo-la com violência, depredamo-la, arrancando tudo o que podemos dela para nosso benefício. E ainda a transformamos numa imensa lixeira de nossos dejetos.

Pior ainda: nós não conhecemos sua natureza e sua história. Somos analfabetos e ignorantes da história que se realizou nos nossos lugares no percurso de milhares e milhares de anos. Não nos preocupamos em conhecer a flora e a fauna, as montanhas, os rios, as paisagens, as pessoas significativas que ai viveram, artistas, poetas, governantes, sábios e construtores.

Somos, em grande parte, ainda devedores do espírito científico moderno que identifica a realidade com seus aspectos meramente materiais e mecanicistas sem incluir nela, a vida, a consciência e a comunhão íntima com as coisas que os poetas, músicos e artistas nos evocam em suas magníficas obras. O universo e a natureza possuem história. Ela está sendo contada pelas estrelas, pela Terra, pelo afloramento e elevação das montanhas, pelos animais, pelas florestas e pelos rios. Nossa tarefa é saber escutar e interpretar as mensagens que eles nos mandam. Os povos originários sabiam captar cada movimento das nuvens, o sentido dos ventos e sabiam quando vinham ou não trombas dágua. Chico Mendes com quem participei de longas penetrações na floresta amazônica do Acre sabia interpretar cada ruído da selva, ler sinais da passagem de onças nas folhas do chão e, com o ouvido colado ao chão, sabia a direção em que ia a manada de perigosos porcos selvagens. Nós desaprendemos tudo isso. Com o recurso das ciências lemos a história inscrita nas camadas de cada ser. Mas esse conhecimento não entrou nos currículos escolares nem se transformou em cultura geral. Antes, virou técnica para dominar a natureza e acumular.

No caso das cidades serranas: é natural que haja chuvas torrenciais no verão. Sempre podem ocorrer desmoronamentos de encostas. Sabemos que já se instalou o aquecimento global que torna os eventos extremos mais freqüentes e mais densos. Conhecemos os vales profundos e os riachos que correm neles. Mas não escutamos a mensagem que eles nos enviam que é: não construir casas nas encostas; não morar perto do rio e preservar zelosamente a mata ciliar. O rio possui dois leitos: um normal, menor, pelo qual fluem as águas correntes e outro maior que dá vazão às grandes águas das chuvas torrenciais. Nesta parte não se pode construir e morar.

Estamos pagando alto preço pelo nosso descaso e pela dizimação da mata atlântica que equilibrava o regime das chuvas. O que se impõe agora é escutar a natureza e fazer obras preventivas que respeitem o modo de ser de cada encosta, de cada vale e de cada rio.

Só controlamos a natureza na medida em que lhe obedecemos e soubermos escutar suas mensagens e ler seus sinais. Caso contrário teremos que contar com tragédias fatais evitáveis."

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Bênção irlandesa


" Suas alegrias podem ser tão brilhantes quanto a manhã
E suas mágoas apenas sombras que desaparecem na luz do amor.
Que você tenha felicidade suficiente
Para manter sua doçura,
Provas para lhe manter forte,
Mágoas para lhe manter humano,
Esperanças para lhe manter feliz,
Fracassos para lhe manter humilde,
Sucesso para lhe manter entusiasmado,
Amigos para lhe Dar conforto,
Fé e coragem em si mesmo para eliminar a tristeza,
Riqueza para suprir suas necessidades,
E mais uma coisa:
determinação para fazer com que cada dia
Seja mais maravilhoso que o dia anterior. "
 
 
- Doçura para saborear o que me é dado viver ...
Mágoas que me ensinam humildade...
Esperanças que me fazem levantar toda manhã...
Fé e coragem em mim mesma são meus predicados essenciais.
Amigos que estão comigo e a quem dou pousada e conforto.  

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Escolha


  "Onde existe vontade,existe um caminho".

                                ( ditado  inglês)


 Eu sempre soube disso, mas nem sempre é fácil  trilhar esse caminho que nossa vontade escolheu.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Desistir ???

       
"É grandeza divina começar bem.Grandeza maior persistir na caminhada certa.Mas grandeza das grandezas é não desistir nunca."

                             Dom Hélder Câmara


  Desistir? Jamais!Enquanto houver um sopro de brisa,um calor na manhã ,uma piscina pra refrescar meu corpo,uma mão na minha mão,amiga....